Prospecção Tecnológica


A prospecção é o modo de se mapear invenções e tecnologias com a finalidade de identificá-las. Tais criações podem estar protegidas ou não nos escritórios de propriedade industrial em diversos países. Essa identificação possibilita o fornecimento de subsídios para a tomada de decisões estratégicas nas empresas, envolvendo gestão de riscos, competitividade e definição de prioridades empresariais relativas à inovação e tecnologia.

Fonte: Brooke Lark by Unsplash

É por meio da prospecção que se identifica em quais países determinadas criações podem, eventualmente, estar protegidas ou se a sua própria criação tem alguma similaridade com outras criações protegidas nos escritórios de propriedade industrial ao redor do mundo.A prospecção tecnológica envolve dois tipos de técnicas e métodos: os quantitativos e os qualitativos. 

No quantitativo faz se o uso de dados e históricos confiáveis. Já o qualitativo está diretamente relacionado com as preferências e conhecimento dos especialistas. Em geral, não existe uma regra ou fórmula exata para metodologias de prospecção tecnológica. Cada pesquisador pode desenvolver e definir aquela mais adequada à sua necessidade.

Essa escolha depende de alguns fatores, entre eles:

  1. Área de conhecimento envolvida;
  2. Aplicação da tecnologia no contexto;
  3. Abrangência do estudo;
  4. Tempo e custo disponível.

Depois de definida a estratégia, o pesquisador utiliza as bases de patentes para realizar a prospecção. Dentre as fontes de pesquisa, a documentação de patentes é considerada a mais completa. Segundo informações do Guia – Informação Tecnológica do INPI, 70% das informações tecnológicas contidas nas patentes não estão disponíveis em qualquer outro tipo de fonte de informação.

A busca de patentes pode ser feita gratuitamente por meio da Internet, na base de patentes do INPI, Latipat, Espacenet, entre outras. Falaremos um pouco delas, dando ênfase à base do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 

  1. INPI (https://www.gov.br/inpi/pt-br) – Possibilita o acesso de patentes depositadas no Brasil, independentemente se foram realizadas por residentes ou não no País. É possível realizar dois tipos de pesquisa, a básica e a avançada. Na primeira, podemos fazer a busca com informações simples, como: número do processo, palavras-chave (no título ou resumo), nome do inventor ou depositante, e CPF/CNPJ do depositante. Nesse caso o resultado é limitado pelo fato de não ser possível realizar combinações. No caso da pesquisa avançada teremos um resultado mais completo devido à possibilidade de fazermos combinações de palavras e busca em mais campos, como: nome do inventor, nome do depositante, data do depósito, etc.
  2. Latipat (lp.espacenet.com) – Dispõe de patentes depositadas na Espanha e em países da América Latina. 
  3. Espacenet (worldwide.espacenet.com) – Uma das bases mais completas, com patentes de mais de 90 países, entre eles: Estados Unidos, China, Japão, Coréia do Sul e Alemanha. 

A pesquisa deve ser feita preferencialmente em inglês.

Existem ainda outras bases importantes para realizar buscas em inglês: PATENTSCOPE (patentscope.wipo.int) e USPTO (www.uspto.gov).

Além da utilização de palavras-chave, em todas as bases é possível utilizar a Classificação Internacional de Patentes (CIP) para obter melhor resultado na busca. A utilização da classificação também se justifica pelo fato de não existir um padrão nas palavras que os inventores usam e também pela possibilidade de um invento possuir mais de uma classificação. A CIP pode funcionar como um filtro importante na recuperação de documentos de patente da sua área técnica.

Perguntas Frequentes [Link]

Mais Dúvidas ??? Entre em contato conosco!